A alta taxa de tributos atrasa o crescimento do brasil

Devido a alta tributação fica difícil sobreviver economicamente no brasil, tanto pessoa físicas como jurídica enfrentam dificuldades em pagar os impostos ao governo, mesmo produtos de uso diário são cobrados com uma taxa elevada.

Grande parte da empresas fecham antes de completar um ano de vida, além do imposto enfrentam a burocracia que lhe fazem progredir lentamente, impedindo que cresçam mais rapidamente.

Alta taxação atrasa o crescimento Econômico

Segundo o economista Luiz Alberto Machado, assessor da Fundação Espaço Democrático, a tributação tem dois efeitos danosos. “Além de a carga tributária ser elevada, ela cria um ambiente hostil à inovação e ao crescimento das empresas.

As companhias gastam muito tempo, mais de duas mil horas por ano, apenas para cuidar das exigências da escrituração fiscal”, diz ele. E a tributação também reduz o incentivo das empresas para crescer.

Machado admite estar pessimista com as perspectivas de mudança nos IRPF 2020. Sua sugestão é começar pelos pontos em que há mais consenso. “Acho que o debate deve começar por onde todos concordam, que é preciso simplificar a legislação tributária”, afirma.

Posteriormente, prossegue Machado, será preciso enfrentar as discordâncias. “A Federação não quer perder recursos, os Estados não querem perder recursos, os municípios não querem perder recursos. Então, a reforma tributária que cada um defende é diferente, por isso uma mudança ampla não acontecerá tão em breve”, diz ele.

Precisamos de mudanças tributária para crescer

Há alguns anos, o barateamento dos equipamentos e das comunicações vem permitindo que o governo passe a exigir informações externas baseadas em meios tecnológicos. E muitas delas têm a ver com o erário público.

Já é de conhecimento geral que o Brasil possui uma pífia capacidade competitiva, quando comparamos a alta carga tributária e burocrática inserida em nossa rotina com outros países. Vivemos em um país onde o conjunto de regras tributárias é imenso, e com mudanças diárias.

O instituto brasileiro de planejamento tributário fala que temos em torno de 250.000 normas tributárias editadas desde a promulgação da última Constituição Federal. Atualmente, uma empresa deve cumprir aproximadamente 3.400 normas em vigor, o que equivale a 5,9 quilômetros de regulamentações.

Essas empresas estão duplamente inseridas nesse contexto, pois, para garantir sua continuidade, precisam seguir as regulamentações governamentais impostas e criar as regras para que seus clientes, outras empresas, também atendam as normas vigentes.

Tributos pesados prejudicam crescimento de empresas

Além da nossa alta carga de impostos temos um problema pior que isso: a nossa complexa legislação tributária. Revestida de normas, regras e guias, a burocracia advinda do nosso sistema tributário podem ser em muitos casos mais assustadora que a própria carga.

Não é por acaso que a vida do gestor ou contador responsável pelo recolhimento e controle fiscal é um verdadeiro pandemônio. Seja pelo enquadramento equivocado de determinado produto na hora do pagamento do tributo, desconhecimento da lei ou dificuldade em aplicá-la ao caso concreto, muito dinheiro é simplesmente perdido em pagamentos a mais ao FISCO – que apenas serão restituídos mediante provocação.

Com a reforma tributária vindo ai deve mudar muita coisa, mais o imposto de renda 2020 não deve ter alteração, pois ainda estão iniciando o debate e as mudanças devem ficar para 2021.

Diante dessa situação, a saúde financeira da empresa fica enfraquecida, impedindo-a de ser competitiva diante do feroz mercado onde está inserida. Com isso, o tempo de vida útil do empreendimento fica comprometido, posto que é uma presa fácil para a concorrência.

Como simplificar tributos

Em agosto, o Blog do Arquivei acompanhou o Fórum de Simplificação e Integração Tributária onde o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, anunciou conjunto de medidas para reduzir o chamado custo Brasil.

Entre as medidas estão a simplificação do número de obrigações acessórias, o compartilhamento de informações entre os fiscos, o eSocial para empresas, o portal único do comércio exterior, padronização na nota fiscal de serviços eletrônica e a simplificação do registro de empresas.

O diretor da Fenacon, Hélio Donin Júnior, avalia o Sistema Público de Escrituração Contábil (SPED) vem permitindo a integração de informações e declarações e que por isso até meados de 2018 o tempo médio gasto com pagamento de tributos no Brasil já terá caído para um patamar ao redor de 1.000 h/ano.

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